Embora seja um tanto ou quanto contraditório, a verdade é que me sinto agora bastante calmo. Sempre fora assim, desde que me iniciei nesta actividade. Posso ter a cabeça a mil, mas quando chega a hora de executar a minha tarefa, esta torna-se subitamente numa máquina fria e racional.
Atravesso o átrio do hotel discretamente, seguindo à distância este grupo de três indivíduos. O meu alvo, sem dúvida alguma o sujeito mais alto e robusto, caminha descontraidamente atrás dos seus lacaios. À semelhança de um dos seus homens, retira também o seu telemóvel do bolso e inicia uma conversa com o auscultador do mesmo. Óptimo. Quanto mais distraídos eles estiverem, melhor para mim.
Assim, deixo-os sair do átrio totalmente tranquilos. Podia muito bem terminar o serviço neste preciso instante, mas esse não é o meu modo de fazer as coisas. Para além de virar atenções excessivas na minha direcção (coisa que neste momento é de evitar), dá-me um prazer especial entrar oculto e sair invisível de uma missão. E é exactamente isso que pretendo fazer.
O grupo, assim que sai do hotel, pára junto da berma do passeio. Nem necessito de esperar para saber o que vai acontecer. Aproximo-me da enorme porta giratória do hotel e procuro rapidamente por um táxi. Com um aceno triunfante, vejo uma fila deles a pouco mais de quinze metros da saída do hotel. Torno a voltar o pescoço para o meu homem. Claro, acontece como já esperava desde o momento em que vi o grupo a imobilizar-se no passeio.
Atiro-me imediatamente para a porta, que gira indiferente aos meus desígnios. Assim que respiro uma vez o ar da manhã, não penso duas vezes. Alcanço rapidamente a viatura que encabeça a fila de táxis e entro lá para dentro num piscar de olhos. Verbalizo depois a frase clássica, que desponta em tantos filmes:
“Siga aquela limusina preta!”
O taxista, fita-me desconfiadamente, inquirindo:
“Está a falar a sério?”
“Claro que estou, homem!”, respondo impacientemente.
O táxi arranca, a limusina segue vagarosamente, o meu táxi também não se preocupa em acelerar. A limusina atravessa as ruelas chamando à atenção dos que transeuntes, o taxista não parece muito agradado com a perseguição, mas ainda assim mantém-se a uma distância razoável.
Abandonamos o centro da cidade e dirigimo-nos para a periferia pela via-rápida. Começo a preocupar-me com a possibilidade do meu alvo se aperceber da presença do táxi, já o taxista parece agora mais animado com o facto de o taxímetro ter animado significativamente desde que entrámos na via-rápida.
Alguns quilómetros depois a limusina sai rumo a uma pequena povoação, nós imitamo-la. Percorremos uma longa fileira de vivendas e vemo-la a estacionar uns metros á frente, peço ao táxi para que vire na esquina e pare imediatamente a seguir. Pago e não espero pelo troco. Ao sair atravesso vagarosamente a rua, enquanto destranco a minha arma, este local parece bastante propício ao meu objectivo.
Observo o meu alvo a entrar com os seus vassalos para um pequeno prédio, espero uns instantes antes de me aproximar da porta. Ao entrar, reparo que o elevador já está em movimento, percorro a entrada do local com o olhar, reparando que apesar de modesta esta habitação é muito recente.
O elevador detém-se no 3º andar, e eu dirijo-me para as escadas, vou galgando degraus até parar no 2º piso. Inicio agora uma caminhada num passo sub-reptício, os meus ouvidos indicam-me que o meu alvo ainda está parado, creio que em frente a uma porta. Penduro-me no corrimão, tentando espreitar, exceptuando o barulho dos passos de um dos lacaios mais inquietos e os meus, não se houve ruído algum em todo o prédio. Oiço trancas a serem retiradas, tanto o meu alvo como os seus serviçais se colocam numa posição altiva e esperam que esta abra. Quando todas as trancas são libertadas, a porta abre para dentro impedindo-me de ver quem os recebe. Chega-me apenas:
“Então pá, atrasaste-te.”
O meu alvo desculpa-se.
Inicio um malabarismo atrevido, enquanto o meu alvo e os seus lacaios são convidados a entrar, consigo estender-me todo sobre o corrimão e antes da porta fechar, lançar o olho para o interior da casa, deparando-me com a face do anfitrião. O susto quase me faz cair… outra vez… outra vez… de novo, aquele gordo.
Atravesso o átrio do hotel discretamente, seguindo à distância este grupo de três indivíduos. O meu alvo, sem dúvida alguma o sujeito mais alto e robusto, caminha descontraidamente atrás dos seus lacaios. À semelhança de um dos seus homens, retira também o seu telemóvel do bolso e inicia uma conversa com o auscultador do mesmo. Óptimo. Quanto mais distraídos eles estiverem, melhor para mim.
Assim, deixo-os sair do átrio totalmente tranquilos. Podia muito bem terminar o serviço neste preciso instante, mas esse não é o meu modo de fazer as coisas. Para além de virar atenções excessivas na minha direcção (coisa que neste momento é de evitar), dá-me um prazer especial entrar oculto e sair invisível de uma missão. E é exactamente isso que pretendo fazer.
O grupo, assim que sai do hotel, pára junto da berma do passeio. Nem necessito de esperar para saber o que vai acontecer. Aproximo-me da enorme porta giratória do hotel e procuro rapidamente por um táxi. Com um aceno triunfante, vejo uma fila deles a pouco mais de quinze metros da saída do hotel. Torno a voltar o pescoço para o meu homem. Claro, acontece como já esperava desde o momento em que vi o grupo a imobilizar-se no passeio.
Atiro-me imediatamente para a porta, que gira indiferente aos meus desígnios. Assim que respiro uma vez o ar da manhã, não penso duas vezes. Alcanço rapidamente a viatura que encabeça a fila de táxis e entro lá para dentro num piscar de olhos. Verbalizo depois a frase clássica, que desponta em tantos filmes:
“Siga aquela limusina preta!”
O taxista, fita-me desconfiadamente, inquirindo:
“Está a falar a sério?”
“Claro que estou, homem!”, respondo impacientemente.
O táxi arranca, a limusina segue vagarosamente, o meu táxi também não se preocupa em acelerar. A limusina atravessa as ruelas chamando à atenção dos que transeuntes, o taxista não parece muito agradado com a perseguição, mas ainda assim mantém-se a uma distância razoável.
Abandonamos o centro da cidade e dirigimo-nos para a periferia pela via-rápida. Começo a preocupar-me com a possibilidade do meu alvo se aperceber da presença do táxi, já o taxista parece agora mais animado com o facto de o taxímetro ter animado significativamente desde que entrámos na via-rápida.
Alguns quilómetros depois a limusina sai rumo a uma pequena povoação, nós imitamo-la. Percorremos uma longa fileira de vivendas e vemo-la a estacionar uns metros á frente, peço ao táxi para que vire na esquina e pare imediatamente a seguir. Pago e não espero pelo troco. Ao sair atravesso vagarosamente a rua, enquanto destranco a minha arma, este local parece bastante propício ao meu objectivo.
Observo o meu alvo a entrar com os seus vassalos para um pequeno prédio, espero uns instantes antes de me aproximar da porta. Ao entrar, reparo que o elevador já está em movimento, percorro a entrada do local com o olhar, reparando que apesar de modesta esta habitação é muito recente.
O elevador detém-se no 3º andar, e eu dirijo-me para as escadas, vou galgando degraus até parar no 2º piso. Inicio agora uma caminhada num passo sub-reptício, os meus ouvidos indicam-me que o meu alvo ainda está parado, creio que em frente a uma porta. Penduro-me no corrimão, tentando espreitar, exceptuando o barulho dos passos de um dos lacaios mais inquietos e os meus, não se houve ruído algum em todo o prédio. Oiço trancas a serem retiradas, tanto o meu alvo como os seus serviçais se colocam numa posição altiva e esperam que esta abra. Quando todas as trancas são libertadas, a porta abre para dentro impedindo-me de ver quem os recebe. Chega-me apenas:
“Então pá, atrasaste-te.”
O meu alvo desculpa-se.
Inicio um malabarismo atrevido, enquanto o meu alvo e os seus lacaios são convidados a entrar, consigo estender-me todo sobre o corrimão e antes da porta fechar, lançar o olho para o interior da casa, deparando-me com a face do anfitrião. O susto quase me faz cair… outra vez… outra vez… de novo, aquele gordo.
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