Procuro a porta por onde entrei e desço as escadarias a correr, os degraus parecem estender-se aos meus passos, como se cada iniciativa minha demorasse agora o triplo do tempo normal, parece que o mundo vive ao dobro da minha velocidade. Chego à rua e procuro um sinal, desafio o instinto a dar-me uma pista, uma ajuda, qualquer coisa, eu tenho de encontrar aquele gajo e matá-lo e tenho de o conseguir já.
Atravesso a avenida onde me encontro em direcção a um restaurante, entro percorro todos os presentes com o olhar, repito o procedimento em mais três ou quatro locais. Nem sinais dele, como seria de esperar. Opto por sentar-me no último restaurante onde entrei, um daqueles sítios de comida saudável para aquelas pessoas saudáveis, que adoram ser saudáveis e que impõem a saúde a todos mesmo àqueles que dispensam ser saudáveis.
Peço um café, e a empregada fita-me, esperando que eu deseje uma salada, ou alguma daquelas coisas que fazem bem, ignoro-a e ela volta para o balcão. Tiro um guardanapo e tento apontar, os meus últimos movimentos, a ultima vez que vi o meu alvo, e tudo o que se passou entretanto. É muito mais fácil ser um assassino quando não se está louco e não se tem alucinações.
Sinto o meu telemóvel a vibrar no bolso, ao abri-lo deparo-me com uma mensagem escrita que expressa unicamente o seguinte:
“É melhor olhares para a televisão”, rodopio rapidamente a cabeça em torno do restaurante, e detenho-me diante um ecrã ao fundo da sala, que me mostra um noticiário.
Levanto-me e aproximo-me gradualmente para confirmar aquilo que me parecer à primeira impressão, é mesmo ele, o meu alvo está no ecrã a apertar a mão a outro tipo. Não percebo muito de política mas tenho quase a certeza que o outro tipo é o primeiro-ministro.
Vejo-os entrarem para um edifício grande que me parece ser a sede de uma qualquer empresa. O meu alvo está completamente diferente, apresenta-se de fato imaculado, e o seu cabelo ganhou uma tez aloirada, só tenho a certeza de ser ele, quando a perspectiva da câmara me deixa ver claramente a cara dos seguranças, os mesmos que o acompanhavam quando saiu do hotel.
Procuro por entre os clientes, o possível autor da mensagem que eu recebera, mas cedo percebo que tal esforço será inútil, saio a correr e só após atravessar dois quarteirões é que me lembro que não paguei o café.
Opto por apanhar um táxi, não me lembro o nome da empresa mas tenho a impressão de conhecer aquela zona, e sigo esse intuito pedindo ao taxista para me levar para a faixa empresarial da cidade, uma espécie de campus onde se concentram as sedes de todas as grandes empresas. O táxi atravessa vagarosamente as vielas, e o motorista parece ficar incomodado quando lhe peço para acelerar.
Demoro cerca de vinte minutos até chegar à zona pretendida, através do vidro vou avaliando os edifícios um a um, até que avisto o meu destino a cerca de cem metros de distância, preparava-me para ordenar ao taxista que parasse, quando este trava o táxi e desliga o taxímetro Virando-se para trás fita-me sorridente:
“É aqui, não é?”
Respondo afirmativamente, ignorando a estranha coincidência, entrego-lhe o dinheiro abdicando do troco e puxo o manípulo da porta, só aí me apercebo que o táxi está trancado. Olho para o taxista que mantendo o mesmo sorriso de há pouco me pergunta: “Tem mesmo a certeza do que está a fazer?”
Atravesso a avenida onde me encontro em direcção a um restaurante, entro percorro todos os presentes com o olhar, repito o procedimento em mais três ou quatro locais. Nem sinais dele, como seria de esperar. Opto por sentar-me no último restaurante onde entrei, um daqueles sítios de comida saudável para aquelas pessoas saudáveis, que adoram ser saudáveis e que impõem a saúde a todos mesmo àqueles que dispensam ser saudáveis.
Peço um café, e a empregada fita-me, esperando que eu deseje uma salada, ou alguma daquelas coisas que fazem bem, ignoro-a e ela volta para o balcão. Tiro um guardanapo e tento apontar, os meus últimos movimentos, a ultima vez que vi o meu alvo, e tudo o que se passou entretanto. É muito mais fácil ser um assassino quando não se está louco e não se tem alucinações.
Sinto o meu telemóvel a vibrar no bolso, ao abri-lo deparo-me com uma mensagem escrita que expressa unicamente o seguinte:
“É melhor olhares para a televisão”, rodopio rapidamente a cabeça em torno do restaurante, e detenho-me diante um ecrã ao fundo da sala, que me mostra um noticiário.
Levanto-me e aproximo-me gradualmente para confirmar aquilo que me parecer à primeira impressão, é mesmo ele, o meu alvo está no ecrã a apertar a mão a outro tipo. Não percebo muito de política mas tenho quase a certeza que o outro tipo é o primeiro-ministro.
Vejo-os entrarem para um edifício grande que me parece ser a sede de uma qualquer empresa. O meu alvo está completamente diferente, apresenta-se de fato imaculado, e o seu cabelo ganhou uma tez aloirada, só tenho a certeza de ser ele, quando a perspectiva da câmara me deixa ver claramente a cara dos seguranças, os mesmos que o acompanhavam quando saiu do hotel.
Procuro por entre os clientes, o possível autor da mensagem que eu recebera, mas cedo percebo que tal esforço será inútil, saio a correr e só após atravessar dois quarteirões é que me lembro que não paguei o café.
Opto por apanhar um táxi, não me lembro o nome da empresa mas tenho a impressão de conhecer aquela zona, e sigo esse intuito pedindo ao taxista para me levar para a faixa empresarial da cidade, uma espécie de campus onde se concentram as sedes de todas as grandes empresas. O táxi atravessa vagarosamente as vielas, e o motorista parece ficar incomodado quando lhe peço para acelerar.
Demoro cerca de vinte minutos até chegar à zona pretendida, através do vidro vou avaliando os edifícios um a um, até que avisto o meu destino a cerca de cem metros de distância, preparava-me para ordenar ao taxista que parasse, quando este trava o táxi e desliga o taxímetro Virando-se para trás fita-me sorridente:
“É aqui, não é?”
Respondo afirmativamente, ignorando a estranha coincidência, entrego-lhe o dinheiro abdicando do troco e puxo o manípulo da porta, só aí me apercebo que o táxi está trancado. Olho para o taxista que mantendo o mesmo sorriso de há pouco me pergunta: “Tem mesmo a certeza do que está a fazer?”
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